NONDESTRUCTIVE TESTING HANDBOOK -
Electromagnetic Testing
Manual de Ensaio Não Destrutivo - Ensaio Eletromagnético
- American Society for Testing and Materials
- Norma Militar
- American Society of Mechanical Engineers
- Document QA 3
- Teste de Revisão
Procedimentos,
especificações e normas são elaborados para fornecer um meio de
controlar a qualidade de produtos ou serviços. Instruções escritas que
orientam uma empresa ou indivíduo para um resultado final desejado e
que são aceitáveis para a indústria constituem a base de
procedimentos, especificações e normas.
Devem ser feitas distinções entre os seguintes tipos de documentos:
- Procedimento
— um conjunto de instruções escritas, passo a passo, para realizar um
ensaio não destrutivo, total ou parcialmente, permitindo assim
resultados uniformes.
- Especificação
— um conjunto de instruções ou padrões definidos por um cliente
específico para reger os resultados ou o desempenho de um conjunto
específico de tarefas ou produtos.
- Norma
~ um documento para controlar e reger as práticas em uma indústria ou
aplicação, aplicado em âmbito nacional ou internacional e geralmente
produzido por consenso.
Existem
muitas publicações disponíveis para orientar ou instruir o técnico em
ensaios não destrutivos de correntes parasitas. Algumas das referências
mais frequentemente utilizadas são publicadas pela Sociedade Americana
para Testes e Materiais (ASTM International), pela Sociedade Americana
de Engenheiros Mecânicos (ASME) e pelo Instituto Nacional Americano de
Padrões (ANSI), bem como na forma de normas militares (MIL-STD-XXXX).
These publications are laboriously produced
by committees made up of scientific and technical
experts. Usually, after a
committee produces a
draft document, it is submitted to industry and
the scientific community for comment and
subsequent revision.
Essas
publicações são elaboradas com esmero por comitês compostos por
especialistas científicos e técnicos. Normalmente, após a elaboração de
um documento preliminar por um comitê, este é submetido à indústria e à
comunidade científica para comentários e posterior revisão.
In certain cases, standards combine to assist
each other. As an example, ASME Section V,
Article 8- Appendix IV uses ASTM E1316 to
provide Standard Terminologyfor Nondestructive
Testing. The military standard, MIL-STD-1537C,
Electrical Conductivity Testfor Verification ofHeat
Treatment of Aluminum Alloys, Eddy Current
Method, references ASTM B193, Resistivity of
Electrical Conductor Materials and ASTM E18,
Rockwell Hardness and Rockwell Superficial
Hardness of Metallic Materials.
Em
certos casos, as normas se complementam. Por exemplo, a Seção V, Artigo
8 - Apêndice IV da ASME utiliza a norma ASTM E1316 para fornecer a
Terminologia Padrão para Ensaios Não Destrutivos. A norma militar
MIL-STD-1537C, Teste de Condutividade Elétrica para Verificação do
Tratamento Térmico de Ligas de Alumínio, Método de Correntes Parasitas,
faz referência às normas ASTM B193, Resistividade de Materiais
Condutores Elétricos, e ASTM E18, Dureza Rockwell e Dureza Superficial
Rockwell de Materiais Metálicos.
1 AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS
As normas internacionais ASTM (práticas
ou guias) geralmente incluem nas instruções escritas títulos como
Escopo/Objetivo, Documentos de Referência, Terminologia, Significado e
Uso, Base de Aplicação, Aparelhos, Normas de Referência, Padronização,
Procedimento e Palavras-chave.
- O escopo/objetivo define de forma geral a aplicabilidade e a intenção do documento.
- Documentos de Referência refere-se a outras publicações utilizadas como referência na norma.
- A seção de Terminologia contém definições de termos específicos relacionados ao equipamento ou exame abrangido pela norma.
- A
seção Significado e Uso apresenta uma discussão mais detalhada dos
resultados dos ensaios e das causas prováveis das indicações
esperadas durante o exame.
- A
seção Base de Aplicação identifica os itens que estão sujeitos a acordo
contratual entre as partes que utilizam ou fazem referência à norma,
tais como qualificação de pessoal, qualificação de agências de ensaios
não destrutivos, procedimentos e técnicas, preparação da superfície,
cronograma do exame, abrangência do exame, critérios de
relatório/critérios de aceitação e reexame de itens
reparados/recondicionados.
- A
seção Aparelho descreve os requisitos gerais para o sistema de
inspeção, incluindo instrumentação/aparelho, sondas, posicionamento e
mecanismos de acionamento.
- Os
requisitos de fabricação para padrões de descontinuidade artificial
usados para padronização são discutidos em Padrões de Referência.
Geralmente, inclui-se uma discussão sobre amostra de referência e os
requisitos geométricos das descontinuidades artificiais nele presentes.
- A
padronização fornece instruções para o ajuste do aparelho utilizado no
exame. A resposta a descontinuidades conhecidas no padrão de referência
é geralmente descrita nesta seção.
- As
instruções detalhadas para realizar a inspeção encontram-se na seção
Procedimento. Essas instruções podem incluir limites de aceitação e o
manuseio de componentes que não sejam aceitáveis.
A
ASTM publica diversas normas relacionadas ao método de ensaio
eletromagnético. Essas normas são numeradas; por exemplo, E 571-98. “E
571” refere-se à norma e “98” ao ano de revisão. Algumas normas da ASTM relacionadas ao método de ensaio eletromagnético são:
- E-215, Standard Practice
Equipment
for Standardizing
for Electromagnetic Examination of
Seamless Aluminum-Alloy Tube
- E-215, Equipamento de Prática Padrão para Padronização do Exame Eletromagnético de Tubos Sem Costura de Liga de Alumínio
- E-243, Standard Practice
for Electromagnetic
(Eddy-Current) Examination of Copper and
Copper-Alloy Tubes
- E-243, Prática padrão para exame eletromagnético (correntes parasitas) de tubos de cobre e ligas de cobre
- E-426, Electromagnetic (Eddy-Current) Testing of
Seamless and Welded Tubular Products,
Austenitic Stainless Steel and Similar Alloys
- E-426,
Ensaios eletromagnéticos (correntes parasitas) de produtos tubulares
sem costura e soldados, aço inoxidável austenítico e ligas similares
- E-571, Standard Practice
for Electromagnetic
(Eddy-Current) Examination of Nickel and Nickel
Alloy Tubular Products
- E-571, Prática padrão para exame eletromagnético (correntes parasitas) de produtos tubulares de níquel e ligas de níquel
- E-690, Standard Practice for In Situ
Electromagnetic (Eddy-Current) Examination of
Nonmagnetic Heat Exchanger Tubes
- E-690, Prática padrão para exame eletromagnético in situ (correntes parasitas) de tubos não magnéticos de trocadores de calor
- E-1316, Standard Terminology
for Nondestructive
Testing
- E-1316, Terminologia padrão para ensaios não destrutivos
- E-2261, Standard Practice
forExamination of
Welds Using the Alternating Current Field
Measurement Technique
- E-2261, Prática padrão para exame de soldas usando a técnica de medição de campo de corrente alternada
- E-2928, Standard Practice
forExamination of
Drillstring Threads Using the Alternating Current
Field Measurement Technique.
- E-2928, Prática padrão para exame de roscas de coluna de perfuração usando a técnica de medição de campo de corrente alternada.
2. NORMA MILITAR As
Forças Armadas dos Estados Unidos utilizam o documento Norma Militar
(MIL-STD) para controlar ensaios e materiais. Os procedimentos padrão
são fornecidos por uma série de documentos MIL-STD-XXXX. Requisitos
especiais são especificados pelo sistema de Especificação Militar. Por
exemplo, MIL-STD-1537C refere-se ao Ensaio de Condutividade Elétrica
para Verificação do Tratamento Térmico de Ligas de Alumínio, Método de
Correntes Parasitas. Os Requisitos do Sistema de Calibração para
MIL-STD-1537C estão contidos na Especificação Militar MIL-C-45662. A
norma MIL-STD geralmente contém várias partes e é bastante descritiva.
Essas partes normalmente incluem Escopo, Documentos Aplicáveis,
Definições, Requisitos Gerais, Requisitos Detalhados e Notas.
- O Escopo/objetivo contém uma declaração geral de aplicabilidade e intenção da Norma.
- Os
Documentos Aplicáveis referem-se a outros documentos de referência ou
de controle, como outras Especificações Militares MIL-STD ou
publicações da ASTM.
- A seção Definições contém definições precisas das palavras-chave e frases utilizadas na Norma.
- Na
seção Requisitos Gerais, os requisitos de instrumento, amostra de
referência e pessoal são descritos com detalhes suficientes para a
implementação da Norma. Esta parte inclui a sensibilidade e a resposta
do instrumento, as variáveis do objeto ensaiado, os requisitos do
espécime de referência e os requisitos de qualificação do pessoal.
- Os Requisitos Detalhados descrevem o procedimento específico para implementar a Norma.
- As notas contêm informações pertinentes sobre o processo e as diretrizes para a apresentação de relatórios de resultados.
3. SOCIEDADE AMERICANA DOS ENGENHEIROS MECÂNICOS ("AMERICAN SOCIETY OF MECHANICAL ENGINEERS")
Em
1911, a Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) criou um
comitê para estabelecer normas de segurança para o projeto, fabricação
e inspeção de caldeiras e vasos de pressão. Essas normas ficaram
conhecidas em toda a indústria como o Código ASME. O Comitê de
Caldeiras e Vasos de Pressão da ASME é um grande grupo formado por
representantes da indústria e da comunidade científica. O
Comitê possui diversos subcomitês, subgrupos e grupos de trabalho. Cada
subcomitê, subgrupo e grupo de trabalho atua em conjunto para uma área
específica de interesse. Por exemplo, o Subcomitê de Vasos de Pressão
(SC VIII) possui dois grupos de trabalho e cinco subgrupos
subordinados. O objetivo desses grupos é interagir com a indústria para
acompanhar as mudanças nas exigências e necessidades da indústria e da
segurança pública.
O
Código de Caldeiras e Vasos de Pressão da ASME é dividido em 11 seções.
A Seção V da ASME, Ensaios Não Destrutivo, está dividida em duas
subseções, A e B. A Subseção A trata dos Métodos Não Destrutivos de
Ensaio. O Artigo 8 aborda o Exame por Correntes Parasitas em Produtos
Tubulares.(NT: Atualmente o artigo 8 abarca mais que produtos
tubulares) O Artigo 15 trata da Técnica de Medição de Campo de Corrente
Alternada (ACFM). A Subseção B trata dos Documentos Adotados pela Seção
V.
As
normas para ensaios eletromagnéticos são descritas no Artigo 26. Neste
caso, o documento ASTM E215 foi adotado pela ASME e redesignado como
SE215.
O
Apêndice I do Artigo 8 da Seção V da ASME apresenta os requisitos
detalhados do procedimento para o Método de Exame por Correntes
Parasitas em Tubos de Trocadores de Calor Não Ferromagnéticos
Instalados. Um procedimento projetado para atender a esse requisito
pode ser ilustrado pelo seguinte exemplo, Documento QA 3.
4. DOCUMENTO QA 3
Título do Procedimento
Inspeção por Correntes Parasitas em Tubos de Metais Não Ferrosos por Técnicas de Frequência Única
A. OBJETIVO
Este
procedimento descreve os equipamentos e métodos, bem como as
qualificações do pessoal a serem utilizados para a realização do exame
por correntes parasitas em tubos de geradores de vapor. Ele atende aos
requisitos da Norma Regulatória 1.83 da NRC, da Seção XI, Apêndice IV
da ASME e da Seção V, Artigo 8 do Código de Caldeiras e Vasos de
Pressão da ASME.
B. ABRANGÊNCIA
A
abrangência do exame a ser realizado está contida no documento do
programa de inspeção por correntes parasitas aplicável à planta
específica a ser inspecionada.
C. PRÉ-REQUISITOS
1. Condições da Planta
A
planta deve estar desligada com o sistema primário drenado. Os
geradores de vapor devem estar abertos no lado primário para acesso ao
cabeçote do vaso e o espelho de tubos e a sequência de
resfriamento do casco deve estar completa. Ventiladores devem estar
conectados para circular ar através do gerador para secar o espelho.
2. Equipamentos
Os
exames serão realizados utilizando um instrumento de correntes
parasitas multifrequencial XXXX/XX com sondas projetadas para ensaio a
partir do interior dos tubos. O desempenho da inspeção será monitorado
por meio de um aparelho com mostrador vetorial sensível à fase e com
memória para avaliação posterior.
a. Os equipamentos utilizados serão:
i. Instrumento de correntes parasitas XXXX/XX.
ii. Sondas de bobina capazes de operar nos modos diferencial e absoluto. iii. Dispositivo(s) de gravação digital. iv. Sistema de comunicação. v. Padrão de referência.
O
padrão de referência deve ser fabricado a partir de um tubo do mesmo
tamanho (diâmetro e espessura) e tipo de material que será examinado no
vaso. O padrão deve conter 6 áreas de descontinuidade intencional,
conforme descrito a seguir:
aa.
Furo passante 100% da parede (0,052 pol.[1,32 mm] para tubos com
diâmetro externo de 0,750 pol. [19,05 mm] ou menor, e 0,067 [1,70
mm]pol. para tubos maiores).
bb.
Furo externo com fundo plano de 5/64 pol. [1,98 mm] de diâmetro x 80%
de espessura a partir da superfície da parede externa do tubo.
cc.
Furo externo com fundo plano de 7/64 pol. [2,78 mm] de diâmetro x 60%
de espessura a partir da superfície da parede externa do tubo.
dd. Furo
externo com fundo plano de 3/16 pol. [4,76 mm] de diâmetro x 40% de
espessura a partir da superfície da parede externa do tubo.
ee:
Quatro furos com fundo plano, de 3/16 pol. [4,76 mm] de diâmetro,
espaçados a 90 graus ao redor da circunferência do tubo, com 20% de
espessura na parede do tubo.
ff.
Sulco circunferencial de 20% de profundidade por 1/16 pol. [1,59 mm] de
largura por 360 graus na superfície interna da parede do tubo.
gg.
Sulco circunferencial de 10% de profundidade por 1/8 pol. [3,18 mm] de
largura por 360 graus na superfície da parede externa do tubo.
hh.
Cada padrão deve ser identificado por um número de série gravado em uma
extremidade e ser rastreável ao padrão mestre armazenado na instalação.
b.
O posicionamento e a alimentação da sonda devem ser realizados
remotamente para inspeção em serviço. A inspeção inicial pode ser feita
manualmente.
c. Devem ser fornecidos dispositivos de comunicação para o pessoal.
3. Pessoal Qualificado
O
pessoal que coleta dados de acordo com este procedimento deve ser
qualificado no Nível I ou superior, conforme o Documento QA 101. O
pessoal que interpreta os dados coletados de acordo com o procedimento
deve ser qualificado no Nível II ou superior, conforme o Documento QA
101. Antes de receber a certificação, os candidatos devem ter concluído
o programa recomendado pelo SNT-TC-1A (edição de 1984), Suplemento E.
D. PRECAUÇÕES
1.
Todo o pessoal envolvido em programas de inspeção por correntes
parasitas em usinas em operação deve ter recebido instruções e
compreender as normas e diretrizes de proteção radiológica em vigor no
local da usina.
2.
Todo o pessoal envolvido no programa de ensaio deve usar vestimentas de
proteção de acordo com o tipo definido na permissão de trabalho da área
de exclusão.
3.
Todo o pessoal que entrar em uma área de trabalho com radiação deve
comprovar sua capacidade de trabalhar com máscara facial, aprovando o
teste de função pulmonar durante o exame físico anual.
4. Não é permitida a entrada no carretel do gerador de vapor sem a presença de um técnico em física da saúde qualificado.
5.
Certifique-se de que as tampas dos bocais (quando aplicável) estejam
firmemente instaladas dentro do vaso antes do início do programa de
inspeção por correntes parasitas.
E. DESEMPENHO
1. Preparação
a. Determinar a localização do centro de controle de aquisição de dados.
b. Providenciar a distribuição de energia no centro de controle de aquisição de dados.
c. Instalar a caixa de controle do sistema de comunicação no centro de controle de aquisição de dados.
d. Estabelecer comunicação com um ou mais fones de ouvido no gerador de vapor.
e.
Instalar as caixas de controle do instrumento de ensaio de correntes
parasitas XXXX/XX, do dispositivo de empurrar/puxar e dos dispositivos
de fixação no gerador de vapor.
f.
Instalar computadores remotos de aquisição de dados digitais e
dispositivos de gravação no centro de controle de aquisição de dados.
2. Calibração do Aparelho
a.
Antes do início do exame por correntes parasitas dos tubos do gerador
de vapor e após a substituição de qualquer componente, o equipamento
deve ser calibrado de acordo com os seguintes passos:
Insira a sonda de referência em um padrão de referência.
i. Insira a sonda de ensaio em uma seção do padrão de referência que esteja livre de descontinuidades.
ii. Selecione as frequências desejadas conforme o Procedimento de Aquisição de Dados Específico do Local.
iii.
Selecione a corrente de excitação da sonda ("probe drive") e o ganho do
canal conforme o Procedimento de Aquisição de Dados Específico do Local.
iv. Execute um ajuste de zero (balanço) por hardware.
v.
Puxe a sonda de ensaio através do padrão de referência na velocidade
selecionada para o ensaio real no trocador de calor. Os dados do
trocador de calor também serão adquiridos durante a puxada, salvo
indicação em contrário.
vi. Ajuste a sensibilidade de exibição para cada canal conforme os procedimentos de calibração específicos do local.
vii.
Ajuste o valor de rotação (fase) para que os sinais de movimento da
sonda nos canais diferenciais sensíveis a descontinuidades sejam
horizontais (conforme o procedimento de calibração específico), com o
primeiro lóbulo do sinal do furo de perfuração de 100% através da
parede saindo para baixo à medida que a sonda é retirada do padrão.
viii.
Ajuste o valor de rotação (fase) de forma que os sinais de movimento da
sonda nos canais absolutos sensíveis à descontinuidade sejam
horizontais (conforme o procedimento de calibração específico), com a
resposta do furo de perfuração de 100% através da parede subindo à
medida que a sonda é retirada do padrão de referência.
ix.
Preencha o formulário de resumo de calibração digital, atualize-o com
todas as informações pertinentes e armazene essas informações no
dispositivo de armazenamento digital selecionado.
3. Inspeção Geral dos Tubos
(Consulte o Procedimento de Calibração Específico do Local QA 2)
a.
As atividades de inspeção por correntes parasitas devem ser realizadas
com as sensibilidades e velocidades do equipamento definidas de acordo
com o Procedimento de Aquisição de Dados Específico do Local.
b.
A verificação visual da identificação do tubo específico que está sendo
inspecionado deve ser realizada antes e depois de cada troca de
dispositivo e no início e no final de cada linha ou coluna. A
verificação da identificação positiva da localização do tubo deve ser
registrada por uma mensagem digital.
c.
Caso a verificação da identidade do tubo revele um erro no registro da
localização da sonda, todos os tubos examinados desde a verificação
anterior da localização devem ser reexaminados.
d.
A calibração do equipamento deve ser verificada e registrada no início
e no final de cada ciclo de calibração. No mínimo, a calibração será
verificada em intervalos de 4 horas e após qualquer troca de
equipamento.
e.
Caso o equipamento esteja descalibrado, ele será recalibrado conforme a
Seção E-2 deste procedimento. O intérprete de dados determinará se é
necessário reinspecionar algum dos tubos.
4. Inspeção Manual de Tubos
a.
A coleta de dados deve ser feita durante a retirada da sonda. A
velocidade máxima de retirada é de 35,5 cm por segundo (14 polegadas
por segundo). Não há especificação de velocidade mínima, mas uma boa
tração uniforme de 30,5 cm por segundo (12 polegadas por segundo) é
preferível.
b. Como nenhuma inspeção é realizada durante a inserção da sonda, a velocidade pode ser a mais rápida possível nessa etapa.
c. Devido à exposição à radiação, devem ser utilizados dispositivos de empurrar/puxar a sonda para facilitar a inspeção.
5. Inspeção Remota Automática de Tubos
NOTA:
Certifique-se de que todos os cabos de posicionamento da sonda, de
alimentação da sonda e de conexão da sonda e da comunicação estejam
livres de obstruções nas vias de acesso e fixados aos suportes
disponíveis.
a. Instale o alimentador da sonda operado remotamente próximo ao gerador de vapor.
b.
Verifique o funcionamento do posicionador de correntes parasitas
operado remotamente e conecte os condutos flexíveis da sonda ao tubo
guia da sonda e ao alimentador-puxador ("pusher-puller") da sonda.
c.
Instale o posicionador da sonda operado remotamente na boca de visita
ou no espelho de tubos do gerador de vapor para garantir a cobertura da
área a ser examinada.
d. Conecte as linhas de alimentação de energia e ar comprimido ao hardware remoto, conforme necessário.
e. Verifique o funcionamento e o controle corretos do hardware da plataforma operada remotamente.
f. Opere o posicionador para localizar a sonda sob o tubo a ser examinado.
g.
Se a inserção da sonda for feita manualmente, utilize os controles do
alimentador-puxador ("pusher-puller") da sonda para introduzi-la no
tubo e elevá-la até a altura desejada. Monitore o avanço da inserção
consultando os sinais de impedância de pontos de referência conhecidos
no tubo (extremidade do tubo, topo da placa tubular, suportes) na tela.
h.
Se estiver operando no modo de Aquisição Automática, verifique se as
tabelas de pontos de referência adequadas foram instaladas, se os
encoders axiais estão funcionando corretamente e se os limites de
tensão corretos foram definidos para a localização automática dos
suportes e extremidades dos tubos.
i.
Se estiver realizando o procedimento manualmente ou automaticamente,
certifique-se de que o identificador alfanumérico do tubo foi
atualizado corretamente. Monitore a retirada da sonda do tubo até que o
sinal de impedância na tela indique que a sonda está livre da placa
tubular. Simultaneamente à retirada da sonda, monitore visualmente os
sinais na tela enquanto registra todos os dados em tempo real.
j. Reposicione a sonda sob o próximo tubo selecionado para inspeção.
k.
Repita os procedimentos descritos nas etapas anteriores até que todos
os tubos selecionados para inspeção tenham sido examinados.
F. RESULTADOS E DOCUMENTAÇÃO DA INSPEÇÃO
1. Requisitos
a. O intérprete de dados deve ser certificado no Nível II ou III, conforme o Procedimento QA 101.
b.
Os dados devem ser coletados com um sistema de ensaio de correntes
parasitas com certificação de calibração válida, conforme procedimento
certificado.
c.
O sistema de coleta de dados deve ser calibrado com um padrão de
referência aprovado, serializado e rastreável a um padrão de referência
mestre.
d.
A identificação da planta, do gerador de vapor, o nome e a certificação
do inspetor, a data, a frequência dos ensaios, os números de série do
padrão de referência, os números de série e as datas de certificação
dos aparelhos de inspeção, as revisões do software e o projeto e número
de série da sonda devem ser registrados no início de cada ciclo de
calibração.
e. A estação de coleta de dados deve ser configurada e calibrada conforme o Procedimento QA 3.
2. Desempenho
a. O intérprete de dados deverá:
i. Verificar se todos os tubos selecionados para inspeção foram ensaiados.
ii. Relatar os tubos cujos dados estejam incompletos ou não interpretáveis.
iii. Exigir um novo ensaio para quaisquer tubos que apresentem ruído excessivo ou respostas incomuns.
iv. Inspeção em serviço.
aa. Reporte todas as descontinuidades > 19%.
bb. Reporte todas as outras indicações que pareçam relevantes.
cc. Identifique a posição axial de todas as indicações em relação a um elemento estrutural conhecido.
v. Inspeções pré-serviço
aa. Relate todas as indicações observadas. Inclua a posição axial da indicação em relação a um elemento estrutural conhecido.
b. Interpretação
i. Todos os dados devem ser relatados em um formulário digital de Relatório Final.
ii.
A conversão dos ângulos de fase (ou amplitudes) do sinal em
profundidades de descontinuidade deve ser realizada por meio de curvas
de calibração estabelecidas nos canais apropriados, utilizando os
padrões e técnicas de calibração definidos nas especificações de
análise de dados específicas do local.
iii. Todos os dados devem ser revisados em sua totalidade.
iv. Quaisquer sinais anormais observados devem ser relatados.
G. REFERÊNCIAS
1. Documentação Necessária
Os
seguintes documentos ou arquivos são necessários para a execução de
programas de inspeção por correntes parasitas utilizando os métodos
descritos neste procedimento.
a.
Documentos de procedimento de calibração específicos para inspeção por
correntes parasitas aplicáveis à planta a ser inspecionada. b.
Planos de inspeção mostrando mapas de tubos no espelho marcados para
designar a extensão do exame a ser realizado e o nível de conclusão. c. Relatórios finais incluindo todas as indicações resolvidas pelo Analista de Resolução de Dados.
5. TESTE DE
REVISÃO
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