Non Destructive Method Theory - Basic Principles - https://www.tinker.af.mil/Portals/106/Documents/Technical%20Orders/AFD-101516-33B-1-1.pdf AF338-1-1-EC-CP4Sc0-Indice ROCarneval

NONDESTRUCTIVE TESTING HANDBOOK - Electromagnetic Testing
Manual de Ensaio Não Destrutivo - Ensaio Eletromagnético

  1. Introdução
  2. Visão Geral
  3. Como ACFM Funciona
  4. Cobertura do Sensor e Deslocamento Lateral
  5. Vantagens e Desvantagens de um Campo Uniforme
    1. Vantagens
    2. Desvantagens
    3. Aplicações
  6. Teste de Revisão


1 INTRODUÇÃO
Em sua forma mais simples, a técnica de medição de campo de corrente alternada ("ACFM=Alternate Current Field Measurement") utiliza uma sonda portátil contendo um sistema de indução de campo uniforme e dois sensores de campo magnético.
A corrente alternada induzida é gerada em uma região limitada do corpo de prova, onde a corrente elétrica alternada é considerada linear. Nessa região, um campo magnético também linear é produzido. Quaisquer perturbações nessa região, produzidas por descontinuidades superficiais, afetarão as componentes desse campo magnético linear. Duas ou mais bobinas no ar, montadas com eixos ortogonais dentro de uma sonda, detectarão essas perturbações. Este é o princípio da medição de campo de corrente alternada, que difere do ensaio por correntes parasitas.


2. VISÃO GERAL
Para entender como e por que a técnica de medição de campo de corrente alternada difere do ensaio por correntes parasitas, é útil conhecer um pouco de história.
A técnica de medição de campo de corrente alternada foi originalmente desenvolvida no Reino Unido na década de 1980 para fornecer informações sobre a profundidade (altura) de trincas detectadas em estruturas offshore submersas. Naquela época, a detecção de trincas de fadiga superficiais era feita por meio de ensaio por partículas magnéticas ("MT"), mas não havia métodos satisfatórios para obter a altura da trinca na espessura (profundidade) e, portanto, a severidade das trincas. Os métodos ultrassônicos não são adequados para descontinuidades superficiais, enquanto os métodos por correntes parasitas não conseguiam dimensionar com precisão descontinuidades com mais de 2 ou 3 mm (0,08 ou 0,12 pol.) de profundidade. Além disso, ambas as técnicas ("UT" e "EC") exigem superfícies limpas e sem revestimento. A indústria de petróleo e gás do Reino Unido estava interessada em uma técnica que pudesse dimensionar de forma confiável a profundidade de trincas de fadiga submersas, de preferência sem a necessidade de limpeza extensiva. A técnica de queda de potencial em corrente alternada ("ACPD=Alternate Current Field Measurement") foi amplamente utilizada na superfície para monitorar a profundidade de trincas durante ensaios de fadiga. Ela emprega uma corrente injetada uniforme em ambos os lados da trinca e utiliza medições da queda de tensão ao longo da trinca para medir o comprimento do percurso e, portanto, fornecer uma estimativa precisa da profundidade da trinca, independentemente das alterações nas propriedades do material na solda. Contanto que o campo elétrico de entrada seja uniforme, a profundidade pode ser calculada usando uma fórmula analítica simples, eliminando a necessidade de calibração no local.
A "ACPD" é uma técnica óbvia para ser testada debaixo d'água, mas teve muito menos sucesso nesse meio devido à necessidade de manter um bom contato elétrico. A solução foi adaptar a "ACPD" para uma versão que não exigisse contato elétrico.
Assumindo as mesmas correntes de entrada uniformes, foi realizado um trabalho de modelagem teórica para calcular as perturbações na distribuição do campo magnético acima da superfície, produzidas por descontinuidades que rompem a superfície. Embora a modelagem pudesse ser aplicada a qualquer formato de trinca regular, ela foi restrita a semi-elipses, por serem o formato típico de trincas de fadiga reais. A teoria mostrou que as medições das amplitudes das perturbações em qualquer direção (X, Y ou Z) poderiam ser usadas para determinar tanto o comprimento quanto a profundidade de uma fissura, mas que a solução mais prática era usar uma combinação das componentes X e Z, porque a componente Y tinha amplitude menor e era zero diretamente acima da linha de descontinuidade.
Para gerar corrente em uma superfície metálica sem contato elétrico, é necessário utilizar indução. As correntes induzidas dessa forma fluem em circuitos fechados e, tecnicamente, são chamadas de correntes parasitas. No entanto, a necessidade de produzir um campo de corrente de entrada o mais uniforme possível e a exigência de medir duas componentes de um campo magnético resultam em uma sonda de medição de campo de corrente alternada com um design muito diferente das sondas de corrente parasita convencionais. Em particular, a bobina indutora é sempre separada das bobinas sensoras e precisa ser muito maior e estar localizada mais acima da superfície do que em uma sonda de corrente parasita. Além disso, o eixo do indutor é sempre tangente à superfície (e paralelo à linha esperada de descontinuidade). Dessa forma, as correntes produzidas por uma sonda de medição de campo de corrente alternada consistem em um grande circuito duplo, com as bobinas sensoras localizadas acima da região entre os circuitos eletromagnéticos, onde as linhas de corrente são paralelas.


3. COMO ACFM FUNCIONA
técnica de medição de campo de corrente alternada ("ACFM") envolve induzir uma corrente localmente uniforme em uma amostra e medir os valores absolutos do campo magnético acima da superfície da amostra. A corrente é perturbada pela presença de uma descontinuidade superficial, e estas produzem perturbações no campo magnético. Amplitudes relativas, em vez de absolutas, dos componentes do campo magnético são usadas para minimizar variações devido às propriedades do material, calibração do instrumento e outros fatores.
Essas amplitudes relativas são comparadas com valores em tabelas de consulta produzidas a partir de um modelo matemático para estimar os tamanhos das descontinuidades sem a necessidade de calibração usando descontinuidades artificiais, como ranhuras, que muitas vezes não são representativas de descontinuidades reais ou relevantes. O modelo teórico usado para produzir as tabelas de dimensionamento é baseado em uma série de suposições. Uma das premissas é que a corrente de entrada seja unidirecional e de intensidade uniforme. Assume-se também que a profundidade de penetração padrão seja pequena em comparação com as dimensões da descontinuidade e que esta tenha uma forma semi-elíptica com um comprimento pelo menos duas vezes maior que a profundidade.
A técnica, em sua forma mais simples, utiliza um instrumento e uma sonda portátil contendo um sistema de indução de campo e dois sensores de campo magnético. Um software é utilizado para controlar o instrumento e exibir, analisar os dados e armazenar os resultados para geração de relatórios, análise offline e arquivamento.
O campo localmente uniforme necessário é induzido utilizando um ou mais solenoides de eixo horizontal, com ou sem "yokes" (entreferros) (ver Figura 1). O solenoide (bobina de excitação) é tipicamente posicionado de 15 a 25 mm (0,6 a 1,0 pol.) acima da base da sonda para melhorar a uniformidade. Observe que a região de campo uniforme também é uma região de intensidade de campo relativamente baixa. Esta situação difere daquela observada em uma sonda de correntes parasitas, onde o eixo da bobina excitadora é vertical e a área diretamente abaixo da extremidade da bobina está próxima à superfície, onde a intensidade do campo é máxima, porém não uniforme. Por convenção, a direção desse campo elétrico é designada como eixo Y, e a direção do campo magnético uniforme associado (em ângulo reto com o campo elétrico e paralelo à superfície metálica) é designada como eixo X. O eixo Z é, então, a direção normal (perpendicular) à superfície (Figura 2).

campo magnético no ACFMcorrente no ACFM
Figura 1: Campo uniforme gerado por um bobina horizontal:
(a) indução de campo magnético por corrente alternada na bobina;
(b) campo uniforme induzido por corrente alternada na superfície metálica.

convenção de coordenadas
Figura 2: Coordenadas convencionalmente utilizadas na medição de campos de corrente alternada.

Na ausência de descontinuidade e com uma corrente uniforme fluindo na direção Y, o campo magnético é uniforme na direção X, perpendicular ao fluxo de corrente. Assim, designando as três componentes ortogonais do campo magnético como Bx, By e Bz, Bx terá um valor positivo constante, enquanto By e Bz serão ambas zero.
A presença de uma descontinuidade desvia a corrente das partes mais profundas e a concentra perto das extremidades de uma trinca (Figura 3). O efeito disso é produzir uma ampla queda em Bx ao longo da descontinuidade, com o valor mínimo coincidindo com o ponto mais profundo da descontinuidade. A amplitude dessa queda é maior para uma descontinuidade mais profunda de um determinado comprimento. Ao mesmo tempo, a concentração de linhas de corrente onde ela flui ao redor das extremidades da descontinuidade produz pequenos picos em Bx. A mesma circulação ao redor das extremidades da descontinuidade também produz uma componente Bz diferente de zero. O fluxo ocorre no sentido horário em torno de uma extremidade, produzindo um valor negativo de Bz (ou seja, apontando para dentro da superfície), e no sentido anti-horário em torno da outra extremidade, produzindo um valor positivo de Bz (apontando para fora da superfície). A localização dos valores máximos (positivo e negativo) de Bz está próxima, mas não coincide com, as extremidades físicas da descontinuidade.


efeito da presença de trinca
Legenda:
Bx = componente do fluxo magnético normal ao campo elétrico e paralelo à superfície ensaiada;
Bz = componente do fluxo magnético normal à superfície ensaiada;
T = tempo ou distância de varredura (escala relativa).
Figura 3: Efeito da descontinuidade na superfície sobre o campo magnético.

A componente By também se torna diferente de zero na presença de uma descontinuidade, produzindo pares de picos e vales em ambas as extremidades da descontinuidade, mas estes são antissimétricos em relação à linha da descontinuidade. Isso significa que um sensor de By varrendo exatamente ao longo da linha de uma descontinuidade não detectaria nenhuma resposta e, portanto, a componente By geralmente não é medida em medições de campo de corrente alternada.
As medições de Bx e Bz dos sensores na sonda são usadas em conjunto com algoritmos de software para determinar o comprimento e a profundidade exatos da descontinuidade. Para auxiliar na interpretação, os componentes Bx e Bz são frequentemente plotados um contra o outro. Nessa representação, uma descontinuidade produz uma indicação tipo circuito fechado completo. Devido ao formato característico desse circuito, a representação é chamada de gráfico de borboleta (Figura 4). O tamanho desse circuito não é sensível à velocidade da sonda e, portanto, é usado como um auxílio valioso na interpretação dos dados coletados e na confirmação das indicações de descontinuidade, como segue:


timebase data and butterfly plot
Figura 4: Representações de dados de uma descontinuidade longitudinal:
(a) gráfico do registrador gráfico de base de tempo;
(b) gráfico de borboleta.


  • A intensidade do campo magnético Bx inicial que é usada para normalizar a perturbação (presença de trinca). Esse valor, denominado “Bx de fundo”, deve, portanto, ser medido em uma área com propriedades semelhantes ao valor da área de perturbação (presença de trinca). Normalmente, essa área fica imediatamente adjacente à descontinuidade, mas fora de sua influência.
  • O valor mínimo de Bx na parte mais profunda da descontinuidade. Este valor é usado em conjunto com o valor de Bx de fundo, acima, para determinar a amplitude percentual da perturbação, independentemente da permeabilidade, condutividade, ganho do instrumento e assim por diante.
  • A distância, medida no objeto ensaiado, entre as localizações do pico e do vale no sinal Bz.

4. COBERTURA DO SENSOR E DESLOCAMENTO LATERAL
Um campo aplicado amplo e uniforme na medição de campo de corrente alternada significa que a perturbação da corrente proveniente de uma descontinuidade se estende a certa distância da linha da descontinuidade. No entanto, existe um limite além do qual uma sonda não será mais capaz de detectar uma determinada descontinuidade. Essa distância limite é maior para descontinuidades mais profundas (e, em menor grau, mais longas) e determina a largura coberta por uma sonda em uma varredura. Essa cobertura de largura, por sua vez, determina o número de passagens necessárias para inspecionar uma determinada largura de cordão de solda, por exemplo, ou o espaçamento ideal entre os sensores em uma sonda com matriz de sensores. A detectabilidade de uma descontinuidade depende da rugosidade da superfície, das variações do sinal de fundo e de outros fatores, mas é razoável esperar que uma descontinuidade seja detectada se a amplitude do sinal Bx for de 1% ou mais. A dimensão mínima de descontinuidade detectada de forma confiável por meio de medição de campo de corrente alternada em testes cegos em soldas geralmente é de cerca de 1 mm (0,04 pol.) de profundidade. (NT: nas experiências por nós realizadas esse limiar é mais próximo de 2 mm)
Como a amplitude de Bx diminui com o deslocamento lateral, as profundidades de descontinuidade serão subestimadas se o deslocamento lateral for maior que o valor assumido nas tabelas teóricas de consulta. Esse valor é zero para sondas em formato de lápis (que devem ser escaneadas diretamente ao longo da linha de descontinuidade) e 2,5 mm (0,1 pol.) para sondas normais de solda com bobinas de 40 mm (1,6 pol.) de comprimento (onde se assume que a descontinuidade está na base da solda, enquanto os sensores estão posicionados recuados em relação à frente da sonda).


5. VANTAGENS E DESVANTAGENS DE UM CAMPO UNIFORME
A técnica de medição de campo de corrente alternada utiliza um campo de entrada uniforme para permitir a comparação da intensidade do sinal com as previsões teóricas. No entanto, o uso de um campo uniforme oferece outras vantagens, bem como desvantagens, em comparação com os ensaios convencionais de correntes parasitas.
As principais vantagens são:
  • Capacidade de inspecionar através de revestimentos com vários milímetros de espessura.
  • Capacidade de obter informações sobre a profundidade de fissuras profundas (normalmente até 25 mm [1 pol.]).
  • Inspeção facilitada em alterações de materiais, como soldas.
  • Facilidade de multiplexação entre sensores com um único indutor.
As principais desvantagens são:
  • Menor sensibilidade a pequenas descontinuidades.
  • Sinais obtidos a partir de alterações geométricas próximas (por exemplo, bordas de placas). (NT: indicações falsas)
  • O sinal depende da orientação da descontinuidade em relação à sonda.

5.1 VANTAGENS
A principal vantagem de usar um campo uniforme é que a intensidade do campo de excitação decai relativamente pouco com a distância do indutor, de modo que a intensidade do campo perturbado por uma descontinuidade também decai relativamente pouco com a distância acima da superfície. Isso significa que o desempenho não cai muito rapidamente com o afastamento (liftoff em correntes parasitas) da sonda; portanto, a medição de campo de corrente alternada pode ser usada para inspecionar através de revestimentos não condutores bastante espessos. Assim, a medição de campo de corrente alternada pode ser usada em superfícies pintadas, irregulares ou enferrujadas, ou em estruturas cobertas com revestimentos protetores ou resistentes ao fogo com vários milímetros de espessura, o que pode proporcionar uma grande economia de tempo em comparação com técnicas ou métodos que exigem a remoção desses revestimentos antes da inspeção, como o ensaio por líquido penetrante (LP) ou o ensaio por partículas magnéticas (PM).
A segunda vantagem é que o indutor maior necessário força as correntes a fluir mais longe do topo de uma trinca profunda. As correntes das sondas de correntes parasitas convencionais fluem em círculos com alguns milímetros de diâmetro e, quando uma sonda se encontra sobre uma trinca profunda, a corrente se divide em dois círculos separados, um de cada lado da trinca, fluindo apenas alguns milímetros em cada face da trinca. Como praticamente nenhuma corrente flui até o fundo da trinca, não é possível obter informações sobre a sua localização, e, portanto, a profundidade da trinca não pode ser medida. Com uma sonda de medição de campo de corrente alternada, a grande bobina indutora força a corrente a fluir muito mais profundamente nas faces da trinca e, consequentemente, permite a medição de profundidades maiores (tipicamente de 15 a 30 mm [0,6 a 1,2 pol.], dependendo do tipo de sonda). Como a medição de campo de corrente alternada fornece informações sobre o comprimento, bem como sobre a profundidade, em comparação com os ensaios por líquido penetrante (LP) ou por partículas magnéticas (PM), ela também economiza tempo na remoção de descontinuidades de profundidade insignificante. Além disso, a técnica é relativamente insensível a mudanças nas propriedades do material, tornando-a ideal para a inspeção de soldas.
Uma terceira vantagem de um campo uniforme surge ao inspecionar uma solda ou outra interface entre dois metais com permeabilidade ou condutividade diferentes. Neste caso, assumindo que a sonda está a procurar descontinuidades paralelas à fronteira, não é necessário qualquer movimento da sonda através da fronteira, pelo que não existem sinais causados ​​pela alteração da propriedade do material. Além disso, as correntes fluem perpendicularmente à fronteira, pelo que o efeito desta alteração do material é reduzido, mesmo quando a sonda se aproxima dela. O padrão de varredura simples necessário para a medição do campo de corrente alternada é de grande vantagem quando se realizam inspeções com robôs, escâneres ou outros dispositivos de varredura remotos.
Finalmente, um campo uniforme pode ser produzido por uma única bobina indutora de grande porte, sob a qual pode ser colocada uma matriz de bobinas sensoras. Como o indutor pode ser energizado continuamente e as saídas dos sensores são obtidas por multiplexação simples, não há interferência entre os sensores, como ocorre quando as bobinas funcionam tanto como indutores quanto como sensores. Isso torna a fabricação e o controle de sondas de matriz multissensorial mais simples.


5.2 DESVANTAGENS
Além das vantagens de usar um campo uniforme, descritas acima, existem algumas desvantagens. A principal desvantagem de usar um campo uniforme é a redução da sensibilidade. Isso é mais evidente em superfícies lisas e limpas, onde a medição do campo de corrente alternada é menos sensível a descontinuidades curtas e/ou rasas do que as técnicas convencionais de correntes parasitas. A menor descontinuidade detectável em uma boa superfície com medição de campo de corrente alternada tem cerca de 2 mm (0,08 pol.) de comprimento ou 0,3 mm (0,01 pol.) de profundidade. (NT: nas experiências de levantamento de PoD que realizamos os valores citados são aproximadamente 15 mm X 1,8 mm)
Uma segunda desvantagem de um campo uniforme é que, como as correntes se espalham mais pela superfície de inspeção, os sinais são afetados por mudanças geométricas locais, como bordas e cantos da placa. Embora esses sinais geralmente não tenham a mesma forma que um sinal de uma descontinuidade, eles podem confundir o operador. Se muitas geometrias semelhantes estiverem sendo inspecionadas, o operador pode aprender quais sinais são devidos apenas à geometria e, em seguida, ignorá-los, ou varreduras de locais sem descontinuidades com a mesma geometria podem ser armazenadas e exibidas para comparação.
Uma terceira desvantagem é que os sinais obtidos de uma descontinuidade dependem da sua orientação. O modelo teórico de campo uniforme sugere que nenhum sinal é produzido quando uma sonda varre uma descontinuidade transversal (por exemplo, uma perpendicular à solda), uma vez que o fluxo de corrente é paralelo à descontinuidade e não seria perturbado. Na prática, entretanto, há um sinal de fuga de fluxo produzido nessa situação (causado por linhas de fluxo magnético que saltam sobre a descontinuidade). Esses sinais são muito diferentes daqueles produzidos por uma descontinuidade longitudinal, mas permitem ao operador reconhecer uma descontinuidade transversal e realizar varreduras adicionais ao longo da linha da descontinuidade para dimensioná-la. Alternativamente, as sondas podem incluir duas bobinas indutoras ortogonais, que são energizadas alternadamente, de modo que descontinuidades em qualquer orientação possam ser detectadas e dimensionadas.


5.3 APLICAÇÕES
A técnica de medição de campo de corrente alternada é utilizada por empresas de inspeção e proprietários de componentes fabricados para inspeção de soldas em plantas de processos petroquímicos, plantas farmacêuticas, estruturas de poços offshore, pontes rodoviárias e montanhas-russas. Originalmente introduzida na indústria offshore para inspeção de soldas submarinas, a utilização da medição de campo de corrente alternada expandiu-se para incluir a inspeção de vasos de pressão, tubulações de processo e roscas e tubos condutores ("risers") de tubos de perfuração ("drill pipes") de petróleo.
Desenvolvimentos recentes incluem sistemas automatizados e semiautomatizados para reduzir a dependência de operadores e o uso de tecnologia de múltipos sensores ("array") para aumentar a velocidade de inspeção.
A medição de campo de corrente alternada pode ser usada para a inspeção de materiais não ferromagnéticos, mas é menos eficaz nessa função. A profundidade efetiva de penetração em materiais não ferríticos com a medição de campo de corrente alternada é drasticamente reduzida. Isso contrasta fortemente com a filosofia padrão de correntes parasitas.
Deve-se notar também que descontinuidades volumétricas, como corrosão por pite ou porosidade, geram sinais muito mais fracos do que descontinuidades planas, portanto, não é recomendável o uso de medições de campo de corrente alternada para essa finalidade.


6. TESTE DE REVISÃO



antes
depois