Non Destructive Method Theory - Basic Principles - https://www.tinker.af.mil/Portals/106/Documents/Technical%20Orders/AFD-101516-33B-1-1.pdf AF338-1-1-EC-CP4Sc0-Indice ROCarneval

NONDESTRUCTIVE TESTING HANDBOOK - Electromagnetic Testing
Manual de Ensaio Não Destrutivo - Ensaio Eletromagnético

  1. Condutividade Elétrica
  2. Permeabilidade Magnética
  3. Efeito de Pele ("Skin Effect")
  4. Efeito de Borda ("Edge Effect")
  5. Efeito de Extremidade ("End Effect")
  6. Liftoff
  7. Fator de Enchimento ("Fill Factor")
  8. Relação Sinal-Ruído
  9. Descontinuidades
  10. Teste de Revisão
Como visto anteriormente, o ensaio eletromagnético depende da geração de correntes induzidas no objeto de ensaio. Perturbações nessas pequenas correntes induzidas afetam a bobina de ensaio. O resultado é uma variação na impedância da bobina de ensaio devido às variáveis ​​do objeto ensaiado. Essas variações são chamadas de variáveis ​​operacionais ou de ensaio. A gama de variáveis ​​de ensaio encontradas pode incluir condutividade elétrica, permeabilidade magnética, efeito pelicular, efeito de borda, efeito de extremidade, afastamento (lift-off), fator de enchimento (fill factor) e relação sinal-ruído.
A impedância da bobina foi discutida profundamente no Capítulo 3. Nesse capítulo, a mudança na impedância da bobina será representada graficamente para explicar mais efetivamente a interação das variáveis operacionais.

1 CONDUTIVIDADE ELÉTRICA
Na teoria eletrônica, o átomo consiste em um núcleo positivo rodeado por elétrons negativos em órbita. Materiais que permitem que esses elétrons sejam facilmente movidos para fora da órbita ao redor do núcleo são classificados como condutores. Em condutores, os elétrons são movidos pela aplicação de uma força elétrica externa. A facilidade com que os elétrons se movem através do condutor é chamada de condutância. Uma unidade de condutância é o Siemen (mho). O Siemen é o inverso do ohm ou condutância G = 1/R, onde G é a condutância em Siemens e R é a resistência em ohms.
Em testes eletromagnéticos, em vez de descrever a condutância em termos absolutos, uma unidade arbitrária foi atribuída. Como a condutividade relativa de metais e ligas varia em uma ampla faixa, a necessidade de um padrão de condutividade é de suma importância.
A Comissão Eletroquímica Internacional estabeleceu em 1913 uma técnica conveniente para comparar um material com outro. A comissão estabeleceu que um grau específico de cobre de alta pureza, com 1 m de comprimento e seção transversal uniforme de 1 mm², medindo 0,017241 ohms a 20 °C, seria arbitrariamente considerado 100% condutivo.
O símbolo para condutividade é σ (sigma) e a unidade é porcentagem do Padrão Internacional de Cobre Recozido (IACS).
A Tabela 1 lista os materiais por suas propriedades elétricas: condutividade e resistividade. Observe que um bom condutor é um mau resistor. Condutância e resistência são inversamente proporcionais, como mencionado anteriormente. Condutividade e resistividade, no entanto, têm origens e unidades diferentes; portanto, a conversão não é tão direta. Como discutido anteriormente, a condutividade é expressa em uma escala arbitrária em porcentagem IACS. A resistividade é expressa em termos absolutos de micro-ohm-centímetros. Para converter valores de uma escala para o outro sistema de unidades, é necessário um fator de conversão de 172,41. Uma vez conhecido o valor da condutividade ou da resistividade de um material, a outra propriedade elétrica pode ser calculada.

(EQ. 19)    %IACS = 172.41 / resisitividade (µΩ-cm)

ou

resisitividade (µΩ-cm) = 172.41 / %IACS

Esses valores numéricos são necessários quando cálculos adicionais são requeridos para determinar questões de escolha de frequência, profundidade de penetração e/ou dispersão de fase (defasagem) para atender a critérios de inspeção específicos. Como a bobina de ensaio é influenciada por diferentes condutividades, sua impedância varia inversamente à condutividade. Uma condutividade mais alta faz com que a bobina de ensaio tenha um valor de impedância mais baixo. A Figura 1 ilustra um lugar geométrico da condutividade medida. (NT: curva de condutividade no plano de impedâncias ou diagrama fasorial)

curva de comdutividade
Figura 1: Curva de Condutividade.

A reatância indutiva da bobina é representada pelo eixo Y e a resistência da bobina aparece no eixo X. O ponto de 0% de condutividade, ou ponto de ar, é quando a reatância vazia da bobina (XLO) está em seu máximo. A condutividade é influenciada por muitos fatores.
A Tabela 1 é uma lista comparativa de materiais com várias composições químicas.

Tabela 1. Resistividade elétrica e condutividade de vários metais e ligas metálicas.
Material
Resistividade
(µΩ-cm)
Condutividade
(%IACS)
Latão Almirantado
6,90
25,00
Alumínio (99,9)
2,65
64,94
6061-T6
4,10
42,00
7075-T6
5,30
32,00
2024-T4
5,70
30,00
Alumínio Bronze
12,00
14,00
Cobre
1,72
100,00
Cupro-níquel 90-10
18,95
9,10
Cupor-níquel 70-30
37,00
4,60
Ouro
2,35
75,00
Liga de Níquel Resistente a Corrosão
130,00
1,30
Liga Níquel-Cromo Resistente a Alta Temp.
100.00
1,72
Chumbo
20,77
8,30
Magnésio (99%)
4,45
38,60
Aço inoxidável 304
72,00
2,39
Aço inoxidável 316
74,00
2,33
Titânio 99%
48,60
3,50
Tungstênio
5,65
30,00
Zircônio
40,00
4,30

Existem diversos fatores de fabricação ou "in situ" que devem ser considerados ao tentar medir a condutividade de várias ligas.
Em metais, à medida que a temperatura aumenta, a condutividade diminui. Este é um fator importante a ser considerado quando se requer uma medição precisa da condutividade. O tratamento térmico afeta a condutividade elétrica redistribuindo elementos no material. Dependendo dos materiais e do grau de tratamento térmico, a condutividade pode aumentar ou diminuir como resultado desse processo.
Tensões em um material devido ao trabalho a frio produzem distorção da rede cristalina ou falhas de empilhamentos dos átomos nos materiais. Esse processo mecânico altera a estrutura granular e a dureza do material, modificando sua condutividade elétrica. A dureza em ligas de alumínio endurecíveis por precipitação altera a condutividade elétrica da liga. A condutividade elétrica diminui à medida que a dureza aumenta. Por exemplo, uma dureza Brinell 60 corresponde a uma condutividade 23, enquanto uma dureza Brinell 100 na mesma liga teria uma condutividade 19.

2. PERMEABILIDADE MAGNÉTICA
A permeabilidade magnética de qualquer material é uma medida da facilidade com que seus domínios magnéticos podem ser alinhados ou da facilidade com que ele pode estabelecer linhas de força magnetizante. Os materiais são classificados de forma comparativa. Ao ar é atribuída uma permeabilidade  relativa de 1. Materiais diamagnéticos têm permeabilidade menor que a do ar. Em contraste, metais e ligas ferromagnéticas, incluindo níquel, ferro e cobalto, tendem a concentrar as linhas de fluxo magnético. Como discutido no Capítulo 3, alguns materiais ferromagnéticos ou compostos iônicos sinterizados também são úteis na concentração de fluxo magnético.
A permeabilidade magnética não é constante para um determinado material. A permeabilidade em uma amostra ensaiada depende do campo magnético que atua sobre ela. Como exemplo, considere uma barra de aço magnético colocada em uma bobina circular. À medida que a corrente na bobina aumenta, o campo magnético da bobina também aumenta. O fluxo magnético dentro do aço aumentará rapidamente no início e, em seguida, tenderá a se estabilizar à medida que o aço se aproxima da saturação magnética. Esse fenômeno é chamado de efeito Barkhausen.
Quando o aumento da força magnetizante produz pouca ou nenhuma alteração no fluxo magnético dentro da barra de aço, a barra está magneticamente saturada. Quando os materiais ferromagnéticos estão saturados, a permeabilidade torna-se constante. Com a permeabilidade magnética constante, os materiais ferromagnéticos podem ser inspecionados utilizando o método de ensaio eletromagnético por correntes parasitas. Sem a saturação magnética, os materiais ferromagnéticos exibem uma variação de permeabilidade tão ampla que os sinais produzidos por descontinuidades ou variações de condutividade são mascarados pelo sinal de permeabilidade.


3. EFEITO DE PELE ("SKIN EFFECT")
Em muitas aplicações, os ensaios eletromagnéticos são mais sensíveis às variáveis ​​do objeto ensaiado mais próximas da bobina de ensaio devido ao efeito pelicular. O efeito pelicular resulta da interação mútua entre correntes parasitas, frequência de operação, condutividade e permeabilidade do objeto ensaiado. O efeito pelicular — a concentração de correntes parasitas no objeto ensaiado mais próximo da bobina de ensaio — torna-se mais evidente à medida que a frequência de ensaio, a condutividade e a permeabilidade do objeto ensaiado aumentam. Para a densidade de corrente ou distribuição de correntes parasitas no objeto de ensaio, consulte a Figura 8 no Capítulo 1.


4. EFEITO DE BORDA ("EDGE EFFECT")
O campo eletromagnético produzido por uma bobina de ensaio excitada se estende em todas as direções a partir da bobina. O campo da bobina a precede por uma certa distância determinada pelos parâmetros da bobina, frequência de operação e características do objeto ensaiado. À medida que a bobina se aproxima da borda de um objeto ensaiado, o fluxo de corrente parasita na amostra ensaiada é distorcido pela borda. Isso é conhecido como efeito de borda.
O efeito de borda pode criar uma mudança na impedância da bobina que é semelhante a uma descontinuidade (Figura 2). A resposta se deslocaria de volta ao longo da curva de condutividade em direção ao ponto de ar. A bobina está respondendo a uma situação ligeiramente menos condutiva (ar) na borda frontal do campo de visão da bobina. Portanto, é essencial que o efeito de borda seja eliminado como uma variável durante um ensaio com varredura de superfície.


Edge Effect
Figura 2. Efeito de borda.

A resposta às bordas dos objetos ensaiado pode ser reduzida incorporando blindagens magnéticas ao redor da bobina ensaiado, aumentando a frequência de ensaio, reduzindo o diâmetro da bobina de ensaio ou alterando o padrão de varredura utilizado. O efeito de borda é mais aplicável à inspeção de chapas ou placas com uma bobina de ensaio. (NT = a influência negativa do efeito de borda pode ser minimizada cuidando para que a distância da borda pela sonda seja mantida constante durante a varredura da peça)


5. EFEITO DE EXTREMIDADE ("END EFFECT")
O efeito de extremidade segue a mesma lógica do efeito de borda. O efeito de extremidade é o sinal observado quando a extremidade de um produto se aproxima da bobina de ensaio. A resposta ao efeito de extremidade pode ser reduzida por meio de blindagem da bobina ou redução da largura da bobina em bobinas de diâmetro externo envolvente ou bobinas de diâmetro interno. O efeito de extremidade é mais aplicável à inspeção de produtos em barra ou tubulares.


6. LIFTOFF
O acoplamento eletromagnético entre a bobina de ensaio e o objeto ensaiado é de suma importância na realização de um ensaio eletromagnético. O acoplamento entre a bobina de ensaio e o objeto ensaiado varia com o espaçamento entre eles. Esse espaçamento é chamado de distância de acoplamento (liftoff). O efeito na impedância da bobina é chamado de efeito de distância de acoplamento (liftoff).
A Figura 3 mostra a relação entre o ar, materiais condutores e a distância de acoplamento (liftoff). O campo eletromagnético, como discutido anteriormente, é mais forte próximo à bobina e se dissipa com a distância da bobina. Esse fato causa um efeito de distância de acoplamento (liftoff) pronunciado para pequenas variações no espaçamento entre a bobina e o objeto. Como exemplo, uma mudança no espaçamento do contato para 0,0254 mm (0,001 pol.) produzirá um efeito de distância de acoplamento (liftoff) muitas vezes maior do que uma mudança de 0,254 mm (0,010 pol.) para 0,2794 mm (0,011 pol.). O efeito de distância de acoplamento (liftoff) é geralmente um efeito indesejado que causa aumento de ruído e redução do acoplamento, resultando em baixa precisão de medição.

Relação Liftoff/Condutividade
Figura 3. Relação Liftoff/Condutividade

Em alguns casos, equipamentos com capacidade de discriminação de fase podem facilmente separar o sinal de liftoff do sinal da condutividade ou de outras variáveis. O liftoff pode ser usado vantajosamente na medição de revestimentos não condutores sobre bases condutoras. Um revestimento não condutor, como tinta ou plástico, cria um espaço entre a bobina e a base condutora, permitindo que o liftoff represente a espessura do revestimento. O liftoff também é útil em perfilometria e aplicações de proximidade. O liftoff é mais aplicável ao ensaio de objetos com uma sonda supeficial.


7, FATOR DE ENCHIMENTO ("FILL FACTOR")
O fator de enchimento é um termo usado para descrever a eficiência do acoplamento eletromagnético entre um objeto ensaiado e uma bobina de ensaio que o envolve ou é inserida nele. O fator de enchimento, portanto, refere-se a inspeções que utilizam sondas envolventes ou internas. Assim como o afastamento (liftoff), o acoplamento eletromagnético entre a bobina de ensaio e o objeto ensaiado é mais eficiente quando a bobina está mais próxima da superfície da peça. A área de um círculo (A) é determinada pela equação:

(Eq. 20)    A = (π.d2) / 4

O fator de preenchimento pode ser descrito como a razão entre o diâmetro do objeto ensaiado e o quadrado do diâmetro da bobina (Figura 4).

Cálculo do Fator de Enchimento
Figura 4. Componentes para o cálculo do fator de enchimento.

O quadrado dos diâmetros é uma equação simplificada que resulta na divisão das áreas efetivas da bobina e da peça. Como o termo π/4 aparece tanto no numerador quanto no denominador desta equação fracionária, o termo π/4 se cancela, resultando na razão entre os quadrados dos diâmetros:

(Eq. 21) d2 / D2 = η => Fator de Enchimento

O fator de enchimento será sempre um número menor que 1 e fatores de enchimento eficientes se aproximam de 1. Um fator de enchimento 0,99 é mais eficiente que um fator de preenchimento 0,75. O efeito do fator de enchimento no sistema de ensaio é que fatores de enchimento inadequados não permitem que a bobina seja suficientemente acoplada ao objeto ensaiado. Isso é análogo ao efeito de puxar um arco apenas levemente e soltar uma flecha. O resultado é que, com o arco levemente puxado e solto, pouco efeito é produzido para impulsionar a flecha.
Em termos elétricos, diz-se que a bobina é carregada pelo objeto ensaiado. O quanto a bobina é carregada pelo objeto ensaiado devido ao fator de enchimento pode ser calculado em termos relativos. Um sistema de ensaio com capacidade de corrente constante, afetado por uma barra condutora não magnética colocada dentro de uma bobina envolvente, pode ser usado para demonstrar esse efeito.
Para este exemplo, os parâmetros do sistema são os seguintes:

  • A tensão da bobina sem carga é igual a 10 V.
  • A permeabilidade efetiva do objeto ensaiado é igual a 0,3.
  • O diâmetro interno da bobina de ensaio é igual a 25,4 mm (1 polegada).
  • O diâmetro externo do objeto ensaiado é igual a 22,9 mm (0,9 pol.).
(Eq. 22) Fator de Enchimento => η = (0,9/1)2 = 0,81 = 81%

(Eq. 23) E = Eo(1-
η+ημeff)

onde:

Eo = tensão da bobina com a bobina afetada pelo ar
E = tensão da bobina com a bobina afetada pelo objeto ensaiado
η = fator de enchimento
μeff = permeabilidade efetiva

Quando um objeto ensaiado não ferromagnético é inserido na bobina de ensaio, a tensão da bobina diminuirá.
E=10[(1 - 0.81) + (0.81) (0.3)]
E = 10[0.19 + 0.243]
E = 10[0.433]
E=4,3V

Isso permite que 10 - 4,3 = 5,7 V estejam disponíveis para responder às mudanças no objeto ensaiado causadas por descontinuidades ou diminuições na condutividade efetiva do objeto ensaiado. Sugere-se que o leitor calcule a tensão resultante sob carga desenvolvida por uma barra de 12,7 mm (0,5 pol.) do mesmo material e observe a diferença de sensibilidade relativa.

8. RELAÇÃO SINAL-RUÍDO
A relação sinal-ruído ("SNR=Signal to Noise Ratio") é a razão entre os sinais de interesse e os sinais indesejados. Fontes comuns de ruído são variações na rugosidade da superfície, geometria e homogeneidade do objeto ensaiado. Outros ruídos elétricos podem ser provenientes de fontes externas, como máquinas de solda, motores elétricos e geradores. Vibrações mecânicas podem aumentar o ruído do sistema de ensaio devido ao movimento físico da bobina ou do objeto ensaiado. Em outras palavras, qualquer coisa que interfira na capacidade de um sistema de ensaio de definir uma medição é considerada ruído.
A relação sinal-ruído pode ser melhorada por diversas técnicas. Se uma peça estiver suja ou com incrustações, a relação sinal-ruído pode ser melhorada com a limpeza da peça. Interferências elétricas podem ser blindadas ou isoladas. Discriminação de fase e filtragem podem melhorar a relação sinal-ruído.
É prática comum em ensaios não destrutivos exigir uma relação sinal-ruído mínima de 3 para 1. Isso significa que um sinal de interesse deve ter uma resposta pelo menos três vezes maior que a do ruído naquele ponto.

9. DESCONTINUIDADES
Qualquer descontinuidade que altere significativamente o fluxo normal de correntes parasitas pode ser detectada. Descontinuidades, como trincas, cavidades, sulcos, danos por vibração e corrosão, geralmente causam a redução da condutividade efetiva do objeto ensaiado.
Descontinuidades abertas na superfície são mais facilmente detectadas do que descontinuidades subsuperficiais.
Descontinuidades abertas na superfície podem ser detectadas com uma ampla gama de frequências; investigações subsuperficiais exigem uma seleção de frequência mais cuidadosa.
A detecção de descontinuidades em profundidades maiores que 12,7 mm (0,5 pol.) em aço inoxidável é muito difícil.
Isso se deve, em parte, à distribuição esparsa de linhas de fluxo magnético na baixa frequência necessária para penetrações tão profundas.
A Figura 8 do Capítulo 1 é novamente útil para ilustrar a resposta da descontinuidade devido à distribuição de corrente. Como exemplo, considere o ensaio de um tubo não ferromagnético em uma frequência que estabeleça uma profundidade de penetração padrão no ponto médio da parede do tubo. Essa condição permitiria uma densidade de corrente relativa de cerca de 20% na superfície oposta do tubo. Nessas condições, descontinuidades idênticas nas superfícies próxima e oposta apresentariam respostas muito diferentes. Devido apenas à magnitude da corrente, a resposta da descontinuidade próxima à superfície seria quase cinco vezes maior que a da descontinuidade na superfície oposta.
A orientação da descontinuidade tem um efeito drástico na resposta. Como visto anteriormente, a resposta da descontinuidade é máxima quando as correntes parasitas e as descontinuidades estão a 90° ou perpendiculares. Descontinuidades paralelas ao fluxo da corrente parasita produzem pouca ou nenhuma resposta. A técnica mais simples para garantir a detecção de descontinuidades é usar um padrão ou modelo de referência que forneça um meio consistente de ajustar a instrumentação.


10. TESTE DE REVISÃO



antes
depois