Non Destructive Method Theory - Basic Principles - https://www.tinker.af.mil/Portals/106/Documents/Technical%20Orders/AFD-101516-33B-1-1.pdf AF338-1-1-EC-CP4Sc0-Indice ROCarneval

NONDESTRUCTIVE TESTING HANDBOOK - Electromagnetic Testing
Manual de Ensaio Não Destrutivo - Ensaio Eletromagnético

  1. Sondas Superficiais
  2. Sondas Envolventes
  3. Sondas Internas para Tubos
  4. Conexões Elétricas da Sonda
    1. Absoluta
    2. Diferencial
    3. Híbrida
  5. Características Adicionais das Sondas
  6. Terminologia Adiacional para Sonda
  7. Teste de Revisão

As bobinas de ensaio podem ser categorizadas em três grupos mecânicos principais (NT: Eu considero como classificação quanto a forma):
  • sondas superfícial;
  • sondas envolventes, e;
  • sondas internas.

1 SONDAS SUPERFICIAIS

Sondas superfíciais, sonda de superfície, bobina para sonda de superfície, sonda plana e sonda tipo panqueca são termos comuns usados ​​para descrever o mesmo tipo de sonda de ensaio. As sondas superficiais fornecem um método conveniente de examonar a superfície do objeto ensaiado. A Figura 1 ilustra um conjunto típico de  sondas usadas para diversas aplicações de escaneamento de superfície.


Sondas SUperficiais
Figure 1: Sondas superfiais.

As sondas superfíciais em seus diversos formatos podem ser moldados para se ajustarem a geometrias específicas da peça inspecionada, a fim de solucionar problemas complexos de inspeção. Por exemplo, sondas superfíciais fabricadas em formato de lápis ("pencil probes") são usadas para inspecionar áreas roscadas de parafusos e porcas de montagem ou áreas serrilhadas de rodas de turbina e conjuntos de pás de turbina.

Sondas superfíciais podem ser usadas onde alta resolução é necessária, adicionando-se blindagem à bobina. Ao usar uma sonda superfícial de alta resolução, a superfície do objeto ensaiado deve ser cuidadosamente escaneada para garantir a cobertura completa da inspeção.

Essa varredura minuciosa consome muito tempo. Por esse motivo, as inspeções com sondas superfícisis em objetos ensaiados de grandes dimensões geralmente se limitam a áreas críticas.


As sondas superfíciais são amplamente utilizadas na inspeção de aeronaves para detecção de trincas próximas a fixadores/rebites e furos de fixação. No caso de furos de fixação (furos para parafusos, furos para rebites), a sonda superfícial pode ser girada manual ou mecanicamente para fornecer uma varredura helicoidal do furo usando uma técnica com sonda rotativa (Figura 2).


Inspeção de Furos de Rebite
Figure 2: Sondas de inspeção de orifícios de rebite.

2. SONDAS ENVOLVENTES
Bobina envolventes, bobina de diâmetro externo e bobina de passagem ("feed through") são termos comumente usados ​​para descrever uma sonda que circunda o objeto ensaiado. A Figura 3 ilustra uma bobina envolvente típica.

Sonda Externa
Figure 3: Sonda externa ou envolvente.

As sondas envolventes são usadas principalmente para inspecionar produtos tubulares e em forma de barra. O tubo ou barra é alimentado através da bobina em alta velocidade. A seção transversal do objeto ensaiado dentro da bobina de ensaiado é interrogada simultaneamente (NT: Fisicamente é impossível gerar correntes parasitas no centro de uma barra inspecionada por sonda envolvente). Por esse motivo, a localização circunferencial das descontinuidades não pode ser determinada com uma bobina envolvente.

O volume de material examinado de uma só vez é maior usando uma sonda envolvente do que empregando uma sonda superficial; portanto, a sensibilidade relativa é menor para uma bobina envolvente (NT: maior área coberta/sensora pela sonda envolvente). A vantagem adicional que uma sonda superficial teria sobre a sonda envolvente é que a superficial poderia definir onde, dentro do plano circunferencial, a descontinuidade existe. A sonda envolvente não pode fazer essa distinção. Se houver múltiplas fontes de sinal dentro do campo de visão (região sensora) da bobina, a resposta da bobina de circunferência indicará a média de todos esses eventos.


Ao utilizar uma sonda envolvente, é importante manter o objeto ensaiado centralizado na bobina. Se o objeto ensaiado não estiver centralizado, será difícil obter uma resposta uniforme de descontinuidade. Para garantir o correto alinhamento, é prática comum inspecionar o padrão de calibração diversas vezes, posicionando as descontinuidades artificiais a cada vez em uma nova posição circunferencial na bobina.
Como em todos os métodos de detecção de descontinuidades, é essencial selecionar uma frequência de operação adequada, ajustar corretamente os parâmetros de exibição do sistema e garantir que o tubo esteja sempre centralizado na bobina para obter a sensibilidade ideal do ensaio.


3. SONDAS INTERNAS PARA TUBOS E FUROS

Sondas internas, sondas de diâmetro interno, e bobinas ("bobbin") são termos que descrevem sondas usadas para inspeção do diâmetro interno de um objeto tubular ou furo de um objeto volumétrico ensaiado. As sondas internas são inseridas e retiradas do diâmetro interno do tubo por hastes longas e semiflexíveis ou simplesmente insufladas com ar e recuperadas por um cabo de tração acoplado. Esses mecanismos serão descritos posteriormente no texto. As informações sobre sondas internas seguem as mesmas regras básicas estabelecidas para sondas envolventes, ambas com seção circular. A Figura 4 ilustra uma sonda interna típica.


Sonda Interna
Figure 4: Sonda interna ("bobbin")


4. CONEXÕES ELÉTRICAS DA SONDA

As sondas superficial, as sondas envolventes e as sondas internas podem ser classificadas adicionalmente. Essas classificações adicionais são determinadas pela forma como as bobinas são conectadas eletricamente. As três categorias de bobinas são absolutas, diferenciais e híbridas.

A Figura 5 mostra vários tipos de arranjos de bobinas absolutas e diferenciais.

configurações de sonda
Figure 5: Configurações das sondas de ensaio de correntes parasitas para o ensaio de tubos de pequeno diâmetro.


4.1 Absoluta

Uma sonda absoluta realiza a medição sem referência ou comparação direta com um padrão durante o processo. Algumas aplicações para sistemas de bobina absoluta incluem medições de condutividade, permeabilidade, dimensões e dureza.



4.2 Diferencial

As sondas diferenciais consistem em duas ou mais bobinas conectadas eletricamente em oposição uma à outra. As bobinas diferenciais podem ser categorizadas em dois tipos: diferencial autocomparativas e diferencial com comparação externa.


A sonda diferencial autocomparativas compara uma área de um objeto ensaiado com outra área, tipicamente vizinha, do mesmo objeto. Um uso comum é o de duas bobinas conectadas em oposição, de modo que, se ambas as bobinas forem afetadas por condições idênticas do objeto ensaido, a saída resultante seja 0 (zero) volts ou nenhuma alteração no sinal. O arranjo de autocomparação é insensível a variáveis ​​do objeto ensaiado que ocorrem gradualmente. Variáveis ​​como espessura da parede, diâmetro ou condutividade, que mudam lentamente, são efetivamente indiscriminadas com a bobina diferencial de autocomparação.


Somente quando uma condição diferente afeta uma ou outra bobina de ensaio é que um sinal de saída é gerado. O fato de as bobinas geralmente serem mecanicamente e eletricamente semelhantes permite que o arranjo seja muito estável durante mudanças de temperatura. Pequenas descontinuidades, como fissuras, cavidades ou outras descontinuidades localizadas com limites abruptos, podem ser facilmente detectadas usando a bobina diferencial autocomparativas.


A sonda diferencial com comparação externa utiliza uma referência externa para influenciar uma bobina enquanto a outra é influenciada pelo objeto ensaiado. A Figura 6 ilustra esse conceito. Esse sistema é usado para detectar diferenças entre um objeto padrão e um objeto ensaiado. É particularmente útil para medições comparativas de condutividade, permeabilidade e dimensões.


Obviamente, na Figura 6, é imprescindível normalizar (ou equilibrar/balancear) o sistema, com uma bobina influenciada pelo objeto padrão e a outra por um objeto de ensaio aceitável. O sistema de bobina diferencial de referência externa é sensível a todas as diferenças mensuráveis ​​entre o objeto padrão e o objeto ensaiado. Por esse motivo, muitas vezes é necessário fornecer discriminação adicional para separar e definir as variáveis ​​presentes no objeto ensaiado.


Diferencial por Comparação Externa
Figure 6: Sistema diferencial por comparação externa.


4.3 Híbrida

As sondas híbridas podem ser definidas como conjuntos de bobinas de excitação/captação, de transmissão direta, de reflexão ou primárias/secundárias.

Um arranjo de sonda híbrida consiste em uma bobina de excitação e uma bobina de detecção. Na maioria dos casos, um único alojamento da sonda contém tanto a bobina de excitação quanto a(s) bobina(s) de detecção. O fluxo magnético primário interage com ambas as bobinas. A tensão desenvolvida na bobina de detecção é uma função da magnitude e frequência da corrente aplicada à bobina de excitação, dos parâmetros das bobinas de excitação e detecção e das características do objeto ensaiado. As sondas híbridas podem ou não ter o mesmo tamanho e não são necessariamente adjacentes umas às outras. No arranjo de transmissão direta (Figura 7), a bobina de excitação está de um lado do objeto de ensaio e a bobina de detecção está do outro. A bobina de excitação induz correntes parasitas e um campo magnético secundário no objeto ensaiado. Qualquer variação desses eventos secundários deve ser detectada pela bobina de sonda menor (NT: para aumentar a sensibilidade) no lado oposto da placa fina.

Arranjo Duplo por Transmissão
Figure 7: Arranjo híbrido por transparência.

A maioria das bobinas híbridas é projetada para melhorar a sensibilidade do ensaio para uma aplicação específica. Um exemplo disso é a melhor detecção de descontinuidades subsuperficiais em estruturas multicamadas. O conceito de usar uma bobina de captação menor aumenta a capacidade de detectar variações de impedância de baixo nível provenientes de pequenas descontinuidades de volume em camadas mais profundas da amostra ensaiado. Deve-se ressaltar que, se forem encontradas descontinuidades de volume maiores, uma mudança de impedância mensurável poderá ser gerada tanto pelo excitador quanto pela(s) bobina(s) de captação.


5. CARACTERÍSTICAS ADICIONAIS DAS SONDAS

A configuração da bobina é apenas um dos muitos fatores a serem considerados ao definir as condições de ensaio. Outras características importantes da sonda são a estabilidade mecânica, térmica e elétrica, bem como a sensibilidade, a resolução e as dimensões. Por exemplo, uma bobina diferencial autocomparativa tem melhor estabilidade térmica do que uma sonda interna, uma sonda envolvente ou uma sonda absoluta. A geometria da bobina geralmente é ditada pela geometria do objeto a ser ensaiado. A seleção de sondas menores pode afetar a sensibilidade e/ou a resolução do ensaio. A importância relativa das características da sonda de ensaio depende da natureza da inspeção.


Uma combinação de teoria e experiência prática geralmente resulta na seleção dos parâmetros adequados da sonda. O projeto da sonda e as interações com os objetos ensaiados serão discutidos posteriormente neste guia de estudo.



6. TERMINOLOGIA ADICIONAL PARA SONDA

Do ponto de vista do projetista, as bobinas eletromagnéticas também podem ser definidas por três parâmetros: diâmetro (D), altura (h) e orientação do eixo (geralmente em relação à superfície de inspeção). O número de espiras de fio e a espessura do fio não são tão significativos no que diz respeito aos sinais medidos. Dados esses parâmetros, as bobinas planas têm h < D e as bobinas helicoidais têm h > D. As bobinas podem ser descritas como quadradas se h for aproximadamente igual a D. Observe que a direção do movimento da bobina não está incluída nas definições acima.

Os ensaios convencionais de correntes parasitas utilizam bobinas superfíciais (planas) com eixos perpendiculares à superfície. A medição do campo de corrente alternada utiliza bobinas helicoidais (com o eixo paralelo à superfície) para indução e bobinas quadradas (com eixos paralelos e perpendiculares à superfície) para sensores. Nos ensaios de campo remoto, utilizam-se bobinas helicoidais, mas com uma orientação otimizada para detectar o campo magnético axial na parede do tubo.


Quando a inspeção de tubos é considerada uma aplicação especial, o uso de sondas internas ou superfíciais entra em jogo para diferenciar ainda mais o tipo de sonda.




7. TESTE DE REVISÃO



antes
depois